
O vereador Marlon Botão tem insistido, de forma repetitiva, em se auto-intitular “representante da Zona Rural”, numa tentativa clara de construir uma imagem política que não condiz com a realidade dos fatos. A estratégia, no entanto, vem encontrando resistência e sendo vista por moradores como forçada e oportunista, já que faltam ações concretas que comprovem tal representação.
Na prática, o discurso não se sustenta. Comunidades rurais seguem enfrentando estradas em péssimas condições, falta de apoio à agricultura familiar, ausência de investimentos básicos e abandono do poder público, enquanto o vereador prefere apostar em marketing político e presença pontual em eventos, tentando colher dividendos eleitorais.
Um exemplo recente dessa tentativa de se aproximar da população rural é a ligação do nome do vereador ao Festejo de Reis do Alecrim 2026, que acontecerá no bairro do Maracanã.
Embora o festejo seja uma manifestação cultural importante e mereça valorização, moradores questionam o uso político do evento como forma de autopromoção, sem que haja, de fato, benefícios contínuos ou políticas públicas voltadas à Zona Rural.
Para muitos, participar de festejos e eventos pontuais não torna ninguém representante legítimo de uma região.
Representar a Zona Rural exige compromisso permanente, presença nas comunidades, escuta ativa da população e, principalmente, resultados concretos.
A insistência de Marlon Botão em se autoproclamar representante rural, sem apresentar conquistas efetivas, reforça a percepção de que se trata de uma tentativa frustrada de criar uma bandeira política artificial, desconectada das reais necessidades do povo.
Enquanto isso, a Zona Rural segue aguardando não discursos, mas ações reais, investimentos e respeito. A população já começa a demonstrar que não se deixa enganar apenas por palavras ou aparições estratégicas.